CURIOSIDADE - Eduardo Ribeiro teve seu nome apagado do Teatro Amazonas.
Foi o responsável por iniciar as obras do Teatro Amazonas, a Construção do Reservatório do Mocó, a Ponte de Ferro, da então Rua 7 de setembro, e também do Palácio da Justiça. Morreu em Manaus, em circunstâncias não esclarecidas, em 14 de outubro de 1900.
O jurista, historiador e escritor Robério Braga, sobre Eduardo Ribeiro, afirma que:
“Soterraram seu nome do alto do Teatro Amazonas que havia sido gravado em pedras revestidas de ouro, na lateral superior esquerda do prédio […]”, ao reforçar a sua tese de que o ex-governador sofreu preconceito, por ser negro, nordestino, de baixa estatura e ainda perseguição política por parte das elites política e econômica da época.
O Robério Braga afirma que:
"No sepultamento [de Eduardo Ribeiro], João Barreto de Menezes, corajoso jornalista, filho de Tobias Barreto, então residente em Manaus, tido e havido como figura de contestação e coragem, anunciou que Ribeiro havia sido envenenado e que não havia praticado o suicídio, e o fez na presença de alguns de seus algozes".
Na inauguração do Teatro Amazonas, Eduardo Gonçalves Ribeiro foi o último a chegar, sendo aplaudido pelo povo que estava na rua, mas desprezado pelos convidados de dentro. Ele, como sempre, veio com uniforme militar e acompanhado por dois soldados.
O Governador Fileto Pires Ferreira, do alto do seu camarote central em seu discurso foi recebido friamente pela elite que já conspirava contra ele. E embora tivesse de relações rompidas com o ex-governador, anunciou:
"Temos a satisfação de ver entre nós o grande realizador da obra, o construtor deste imponente Teatro, o Governador Eduardo Ribeiro".
Logo irrompeu uma grande vaia, vinda de todos os lados.
E mais tarde, no meio da ópera, ouviu-se alguém gritar:
"É preciso eliminar o negro!". E ouviu-se uma gargalhada geral.
Eduardo Ribeiro naquele momento se retirou e nunca mais voltou ao Teatro Amazonas.
Fonte: https://www.instagram.com/p/CoBy1gnsU_7/?igshid=MDJmNzVkMjY=

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